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quinta-feira, 31 de maio de 2007

"Primeiro mundo"



Isso não deveria ser engraçado, mas é. Tampouco deveria ser encarado como uma piada, uma ridicularização da capacidade humana de fazer e falar besteira. Mas o fato é que o vídeo chega a ser nauseante. Colocando à parte o famoso estereótipo de stupid american, a ignorância de alguns desses cidadãos é algo impressionante.
Eu sei que é provável que uma reportagem como esta feita aqui no Brasil teria resultados semelhantes. Mas não creio que tão toscos assim. Convenhamos: se alguém perguntasse o nome de um país que comece com a letra B, uns 98% da população responderiam "Brasil", pelo menos.
A diferença é conceitual: a ignorância é a falta de conhecimento por falta de oportunidade de obtê-lo, e é a predominante por aqui; a estupidez, por sua vez, é a falta de conhecimento por opção de não tê-lo, e é o que aparentemente pode ser observado neste deprimente vídeo.
Longe de qualquer tendenciosidade política, social, econômica ou cultural, stupid americans.

Aliás, estúpidos estadunidenses, neste caso. Americanos somos todos nós, brasileiros, chilenos, argentinos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, canadenses. Os EUA não são a América.

domingo, 6 de maio de 2007

Trote: brincadeira ou humilhação?

Esse post com título de redação de colégio tem por objetivo trazer à tona uma discussão que se torna muito comum em todo início de semestre nas faculdades do país afora: o trote, aquela tradicional recepção emporcalhante dos calouros realizada pelos veteranos de cada curso, é uma brincadeira sadia e socializante ou uma humilhação desnecessária e criminosa?
Este ano, a Zero Hora (principal jornal aqui do RS) chegou a trazer matérias em seu caderno Vestibular sobre a "crueldade" de alguns trotes da minha universidade, a UFRGS, principalmente em cursos como a Veterinária, cujo trote foi bastante pesado. Os calouros foram "forçados" a mergulhar em tonéis com água de peixe (misturada a excrementos de animais [éca...]), fazer aquela tradicional coisa de pegar moedas no chão sem dobrar os joelhos e catar dinheiro nas sinaleiras. A reportagem trazia também relatos indignados de calouros. "Me senti uma prisioneira de guerra", disse uma delas.
Não posso dar uma opinião válida sobre estas reclamações, pois não conheço o contexto e as circunstâncias em que o trote da Veterinária foi aplicado. Mas posso dar o exemplo do meu trote.
No meu caso, eu participei porque quis. Claro que sempre há aquela "pressão psicológica". Mas sei por experiência própria que quem não participou do trote não foi prejudicado de qualquer forma. Hoje, ninguém sequer lembra quem participou ou quem correu. Ninguém foi proibido de entrar no diretório acadêmico e jogar sinuca. Ninguém foi repudiado. Não há preconceito quanto a isso.
Tá certo que algumas partes do trote foram bem xaropes (como a água de peixe, a pior coisa já inventada por veteranos) mas, no mais, todo o resto foi divertido. Depois do trote, passei a ter uma interação muito maior com os veteranos e até mesmo com meus próprios colegas.
Acho que ingressar na faculdade sem receber o trote seria frustrante.
É claro que, como veterano no próximo semestre, pretendo aplicar trote. Mas também é claro que não se pode forçar ninguém a nada. Quem não tiver vontade de participar não participará, sem prejuízo. Mas quem quiser, na minha opinião, vai ganhar mais do que perder.

É só uma brincadeira. Ninguém morre, ninguém tem membros amputados, ninguém pega uma infecção. Só é preciso ter consciência do que se faz.

Segue uma compilação de momentos do meu trote.


quinta-feira, 12 de abril de 2007

A Terra em miniatura

"Se a população mundial fosse reduzida a uma pequena comunidade de somente 100 pessoas, mantendo as mesmas proporções que temos hoje em dia, seria algo assim..."
-The Miniature Earth

O The Miniature Earth é um incrível vídeo baseado em estudos de pesquisadores sociais dos EUA sobre as desigualdades deste mundo em que vivemos. Muitas vezes, não percebemos o que significa dizer que milhões de pessoas, por exemplo, vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 1 dólar por dia. Nossa compreensão não alcança a magnitude deste número, pois não temos uma noção sólida de quanto da população total este número representa. E é aí que entra a grande sacada do vídeo.
O vídeo retrata uma realidade presente e atual, sob uma perspectiva percentual: como seria a distribuição da população inteira da Terra se, mantendo-se as mesmas proporções de hoje, a população fosse reduzida a um grupo de 100 pessoas? Os números são impressionantes. Assista e comprove por si mesmo.

Acesse: The Miniature Earth

quinta-feira, 29 de março de 2007

The Swiss Chicken

Não é de hoje que coisas engraçadas ocorrem no meu dia-a-dia estudantil. Mas essa foi demais.
Eu e a habitual turba da CIC adentramos o bar do Antônio para comprar dois litros de ouro negro (leia-se Coca). E só pra isso misturamo-nos com a burguesia do império antônico: um simples salgado custa mais do que uma refeição completa no grande RU-IM (Restaurante Universitário - Instituto de Matemática). Mas isso não vem ao caso. O fato é que estávamos eu e o Felipe na pseudofila que se forma em frente ao caixa quando fomos abordados por uma certa garota que parecia estar escolhendo o que comer. E, de fato, estava. O problema é que a figura era uma daquelas alunas de intercâmbio e, como tal, não falava português. Ela olhava aquele vasto menu fixado a um dos pilares do estabelecimento, tentando descobrir o que significava aquele amontoado de letras acentuadas, cedilhas, entre outros. E não é que a tal garota veio falar justo conosco? :

-Hi! Can you guys tell me what this thing here means? - apontando para um dos ítens do cardápio: "Frango suíço com palmito, presunto, queijo e salada de maionese"

Caramba! O que que é um frango suíço? Será que alguém em sua sanidade naquele campus já havia comido um frango suíço???
A nossa resposta para a esfomeada estranha foi rápida e imediata:

-Swiss chicken!

Aw man... Se nem em português sabíamos o que raios era o frango suíço, como poderíamos ainda traduzir o bendito? E assim acabamos passando por ignorantes. De que adianta saber todos aqueles tempos verbais, o past perfect, o present continuous, os verbos modais, os cognatos, ler dicionários, gabaritar provas, se sequer conseguimos dizer à moçoila o que comer?

Obviamente, a faminta e sua colega saíram do bar inconformadas e sem comer nada. E por certo se apavoraram com a estultice daquele bando de alunos unilíngües.

Pelo menos, temos mais um jargão: agora, ao invés the the book is on the table, a expressão padrão do enroleition é the hungry girl asks for the swiss chicken.

"If you think education is expensive, try ignorance."

domingo, 4 de março de 2007

Pérolas do ENEM!

Acho que todo mundo já cometeu uma burrada em alguma prova do colégio/faculdade alguma vez na vida. Sim, como diria o outro, herrar é umano. Mas é claro que sempre é mais divertido quando os outros erram, e nós damos risada, certo? Então, aprecie estas monumentais pérolas do ENEM (Estudantes Não Aptos ao Mercado):

"Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio."

"
A harpa é uma asa que toca."

"
O vento é uma imensa quantidade de ar."

"
O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas."

"
Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor."

"
Péricles foi o principal ditador da democracia grega."

"
O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades."

"
O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d'água."

"
A principal função da raiz é se enterrar."

"
A igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela."

"O sol nos dá luz, calor e turistas."

"
As aves tem na boca um dente chamado bico."

"
A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrário."

"Lenda é toda narração em prosa de um tema confuso."

"O nervo ótico transmite idéias luminosas ao cérebro."

"A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo."

"
Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes."

"
O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia."

"
Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado."

"
A insônia consiste em dormir ao contrário."

"
A arquitetura gótica se notabilizou por fazer edifícios verticais."

"
A diferença entre o Romantismo e o Realismo é que os românticos escrevem romances e os realistas nos mostram como está a situação do país."

"
O Chile é um país muito alto e magro."

"
As múmias tinham um profundo conhecimento de anatomia."

"
O batismo é uma espécie de detergente do pecado original."

"
Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo se envenenavam."

"
A prosopopéia é o começo de uma epopéia."

"
Os crustáceos fora d'água respiram como podem."

"
As plantas se distinguem dos animais por só respirarem a noite."

"
Os hermafroditas humanos nascem unidos pelo corpo."

"
As glândulas salivares só trabalham quando a gente tem vontade de cuspir."

"
A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos."

"
Os estuários e os deltas foram os primitivos habitantes da Mesopotâmia."

"
O objetivo da Sociedade Anônima é ter muitas fábricas desconhecidas."

"
A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva."

"
O Ateísmo é uma religião anônima."

"
A respiração anaeróbica é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos."

"
O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo."

"
Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto."

"
Caracter sexual secundário são as modificações morfológicas sofridas por
um indivíduo após manter relações sexuais."


Credo.

sábado, 3 de março de 2007

I'm making a difference


Site oficial do projeto: http://im.live.com/Messenger/IM/Home/

A Microsoft, levada pela atual onda de conscientização sobre os problemas de nosso planetinha (nada contra), resolveu lançar um projeto um tanto inovador com seu famigerado Windows Live Messenger®: I'm making a difference. A idéia é a seguinte: você escolhe uma dentre as várias instituições relacionadas no site oficial para receber parte dos lucros com publicidade no programa de mensagens instantâneas. A sua parte na história é colocar em seu nome de exibição um emoticon especial, aquele i'm estiloso. Quanto mais conversas você iniciar usando em seu nome o ícone, mais dinheiro a entidade que você escolheu recebe. Parece incrível, não?

Já é possível imaginar que daqui a pouco tempo o tal ícone vai estar presente em tudo quanto é nome de usuário por aí. Mas, por enquanto, o esquema das doações funciona apenas nos EUA. No site, você pode fornecer seu e-mail para receber informações sobre a expansão do projeto para outros países. Mesmo assim, você já pode (como eu, hehe) enfeitar seu Messenger® com o legalzinho i'm verde. Basta colar qualquer um destes códigos (cada um remete a uma instituição) em seu nome de exibição:

*red+u American Red Cross
*bgca Boys & Girls Clubs
*naf National AIDS Fund
*mssoc National Multiple Sclerosis Society
*9mil ninemillion.org
*sierra Sierra Club
*help StopGlobalWarming.org
*komen Susan G. Komen for the Cure
*unicef The US fund for UNICEF

E salvem as baleias!